Ontem (06/12/2025), em um passeio com a minha filha, levei um puxãozinho de curiosidade que só criança sabe dar.
Estávamos caminhando na orla quando a Antônia, com seus 5 anos e aquele olhar que quer engolir o mundo, parou, apontou para o Guaíba e mandou:
“Mãe, o que é aquilo azul ali na água?”
Olhei na direção do dedo dela e pensei:
“Pronto, chegou a hora de explicar inovação ambiental em versão 5 anos.”
Lá estava ela: a “casinha em formato de triângulo”, como a Antônia definiu, flutuando na água. A famosa Caravela, projeto do edital da Heineken, em parceria com a Infinito Mare. Pra ela, parecia cenário de desenho animado. Pra mim, parecia o encontro perfeito entre tecnologia, natureza e cidade.
Da curiosidade da Antônia à aula de inovação
Expliquei pra ela, do jeitinho mais simples possível, que aquela estrutura azul não era só “uma casinha”, mas um tipo de jardim tecnológico flutuante, que ajudava a cuidar da água.
Disse algo assim:
“Filha, isso aí é como se fosse uma plantinha gigante que mora na água. Ela ajuda a limpar o lago e a deixar a água mais saudável.”
Claro, por trás dessa explicação fofa tem um mundo de engenharia, biologia e inovação.
As Caravelas ativam processos naturais, estimulam o crescimento de algas e micro-organismos que ajudam a regenerar a água, capturar poluentes, produzir oxigênio e até gerar biomassa que pode ser reaproveitada depois. E este projeto foi projetado pelo oceanógrafo Bruno Libardoni e com design premiado da Furf Design Studio.
A ação marca o início de um piloto ecológico, com duração de três meses, instalada no Arroio Dilúvio, próximo ao delta, área estratégica de conexão entre o Guaíba, a cidade e o futuro.
O projeto das Caravelas em Porto Alegre foi um dos quatro selecionados pelo Edital Heineken Floating Bar POA, que destinou o lucro obtido com a operação do bar flutuante na capital gaúcha para ações de sustentabilidade e inovação. Serão ações específicas com foco em educação ambiental, regeneração urbana e cuidado com a água, implementadas em parceria com a aceleradora Quintessa
Mas, ali, na Prainha do Pontal, o mais bonito foi ver como aquele projeto conversa com algo que é muito forte pra nós na G&P: inovação com propósito.





